O desenvolvimento mediúnico na Umbanda
A consciência é, atualmente, um das mais frequentes razões de dúvida e confusão entre os médiuns iniciantes. Muitos ainda alimentam a ilusão de que um dia sofrerão um apagão e de que seu corpo estará totalmente dominado pela entidade.
E quando passam pelas primeiras experiências na mediunidade, em que apesar do que sentem no momento, observam e escutam a tudo, acreditam que alguma coisa está errada.
O primeiro ponto é entender que não há nenhum problema com a consciência. Ela não é negativa, ao contrário, quando trabalhada com responsabilidade torna-se fonte de grande aprendizado para o médium. É normal da mente pensar, observar, raciocinar.
Ela, naturalmente, resiste ao controle. Para que se aprenda a manter-se passivo diante das atividades da entidade, exige-se treino e tempo. Veja bem, se existe o desenvolvimento mediúnico, é por um bom motivo.
Quando se é novo no caminho da mediunidade, você ainda possui a liberdade de errar. Não tema, neste período, dar vazão aos impulsos que sente. O seu discernimento está a amadurecer, e por esta razão possui a dificuldade de distinguir o que é seu e o que é da entidade. Deixe fluir, com tranquilidade e bom senso. Você está ali para aprender, não precisa provar nada.
Na fase de desenvolvimento mediúnico, você sente o impulso para algum movimento ou palavra, percebe que o guia deseja passar alguma coisa. Você age, neste momento, como um intermediário, uma espécie de tradutor dos comandos mentais da entidade.
É importante não permitir a insegurança e o medo travar a sua manifestação. Não bloqueie os movimentos e nem palavras. Mesmo que alguns equívocos sejam cometidos, a experiência será necessária para você desenvolver os laços com os guias. Confie, caso precise de algum pequeno ajuste, o dirigente te orientará tranquilamente.
Falando da espiritualidade